Saiba mais sobre Citologia Oncótica

O exame de citologia oncótica conhecido também por exame preventivo do colo do útero, papanicolau ou PapTest, é, no Brasil, a principal estratégia escolhida para o rastreamento precoce do câncer de colo de útero e doenças sexualmente transmissíveis. Existem hoje em dia muitos fatores associados ao câncer de colo de útero: fatores como o início precoce da atividade sexual, a contaminação por HPV, o uso prolongado de anticoncepcionais orais.


O exame consiste na coleta de material do colo do útero, é simples e normalmente não dói, para ser realizado é necessário que a mulher não tenha tido relações sexuais, nem ter usado duchas e medicações nas últimas 48 horas, além disso, ela não pode estar menstruada.


Este exame deve ser realizado por toda mulher que já teve sua primeira relação sexual, anualmente e a cada dois resultados normais. Pode ser realizados novamente a cada três anos, a faixa etária, maiormente preconizada para a realização do exame é dos 25 aos 60 anos de idade.


Durante o módulo Citologia Oncótica II: Citologia dos Processos Inflamatórios, Reacionais Não-neoplásicos e Microflora Vaginal, conversamos com o renomado professor Rafael de Castro, farmacêutico-bioquímico, especialista em citopatologia, mestre em terapia intensiva, diretor técnico do laboratório Med Exame e ministrante do módulo da Pós-Graduação em Citologia Clínica do Instituto GPI.


Confira o bate-papo com o professor:


PROFESSOR, COMO TEM SIDO TRABALHADOS OS ASSUNTOS RELACIONADOS NESTE MÓDULO?


Tem sido muito gratificante, haja vista que o módulo é uma sequência, onde, no primeiro módulo, os alunos já tiveram contato com processos de patologia e agora apresentamos novos conceitos reafirmando o conteúdo prévio e conceitos novos de processos reacionais que acontecem no trato genital feminino, associados com a microflora vaginal, ou seja, aqueles microrganismos que ocupam naturalmente o trato genital feminino e aqueles que porventura venham colonizar de forma indevida esse trato. Então, temos trabalhado a parte teórica com a prática, observando, em lâminas, esses achados esses processos reacionais e associados à essa microflora, seja ela de forma normal ou patogênica.


COMO TEM SIDO O ENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DURANTE O MÓDULO?


Tem sido bem interessante, eles estão interessados e curiosos na área, temos um aproveitamento muito produtivo na apresentação desses novos conceitos dessa citologia. Nossa área não pode deixar de estar sempre estudando, os profissionais devem estar sempre atualizados. Nossa área é carente de profissionais citologistas então é mais um módulo formando novos profissionais citologistas, o que é exatamente o que o mercado de trabalho local está precisando.


VOCÊS, PROFISSIONAIS DA CITOLOGIA, NÃO VIVEM SEM BOAS TECNOLOGIAS E FERRAMENTAS QUE AUXILIAM NO DIA A DIA DE SUA PRODUÇÃO. COMO TEM SIDO O AVANÇO DAS TECNOLOGIAS E APARELHOS NA SUA ÁREA?


A citologia vem evoluindo bastante, assim como as demais áreas da saúde e engenharia também, por exemplo. Ainda assim, ela nunca abandonou o velho e bom microscópio, apesar de termos evoluído principalmente na questão da interdisciplinaridade e contatos com outros profissionais, sobretudo na pandemia, através da multidisciplinaridade e novas ferramentas digitais que acabam aproximando cada vez ais profissionais daqui do nordeste de profissionais do restante do país e do mundo. Essas novas ferramentas facilitaram demais a troca de experiências e integração maior entre os profissionais que de certa forma favorecem os novos incrementos na citologia.

Dr. Rafael Carvalho professor da Pós-Graduação em Citologia Clínica do Instituto GPI


ESSA INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE OS PROFISSIONAIS ACABA PROVOCANDO UMA MAIOR PROMOÇÃO DA SAÚDE, QUANDO JUNTAM-SE, POR EXEMPLO, PROFISSIONAIS DA ESTÉTICA, DA CITOLOGIA, DA FISIOTERAÍA, MEDICINA, NUTRIÇÃO. A UNIÃO ENTRE ESSAS EQUIPES POTENCIALIZA DEMAIS A SAÚDE COMO UM TODO, CERTO?


Sim, sem dúvidas. Até porque o alvo do nosso módulo é estudado por vários outros profissionais, como os profissionais da enfermagem, medicina, fisioterapia e etc. Esse contato profissional-profissional reflete bastante na saúde da mulher que procura fazer uma citologia clínica. Com certeza, essa troca de informações só contribui para a saúde dela e favorece o nosso trabalho.


TODOS SAEM GANHANDO COM ESSA TROCA, CERTO? PROFISSIONAIS E SOCIEDADE.


Quem mais necessita desse nosso conhecimento aplicado e dessa harmonia entre as profissões é a mulher que será contemplada com um atendimento de cada vez mais qualidade, haja vista a formação dos profissionais que estão cuidando dela.