Etapas do diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um vírus que afeta as células linfocitárias da linhagem CD4+ causando ataques ao sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra a grande maioria das doenças. A transmissão do HIV ocorre quando o indivíduo entra em contato com fluídos corporais, seja através do sangue ou por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo com parceiros portadores do vírus. Os principais grupos de risco para a infecção são usuários de drogas injetáveis, em decorrência do compartilhamento de seringas, e indivíduos que possuam parceiros múltiplos e que pratiquem sexo sem o uso de proteção.



Seu diagnóstico envolve uma análise de todo o quadro clínico e laboratorial do paciente, sendo de extrema importância a confirmação do quadro infeccioso por meio de exames laboratoriais. Todo o procedimento diagnóstico até a confirmação da infecção se dá de acordo com protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


Inicialmente, indivíduos que passaram por situações de risco ou que achem necessária a realização de um diagnóstico, devem se encaminhar para os Centros de Testagem e Aconselhamento ou qualquer posto de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), onde serão realizados testes rápidos como um procedimento de triagem inicial, seguidos de exames mais sensíveis e específicos que irão realizar a caracterização sorológica daquele indivíduo. Para saber onde há um Centro de Testagem e Aconselhamento em seu município, ligue para 136.


As amostras coletadas podem ser sangue ou secreção oral, porém o primeiro é o mais utilizado em maior parte dos laboratórios. Essas amostras são levadas para laboratórios onde devem ser analisadas por meio da técnica de Imunoensaio por ELISA para a realização de uma triagem mais específica. Esta metodologia é capaz de identificar a presença de anticorpos específicos no indivíduo.


As amostras que possuírem resultados reagentes, devem ser encaminhadas para a realização de um segundo exame, para uma confirmação sorológica a partir de imunoensaios de metodologias diferentes da etapa anterior, além de testes confirmatórios, como a imunofluorescência indireta e western blot. Após isso, em caso de resultados reagentes, deve-se solicitar uma nova amostra do paciente, de preferência após 30 dias, para a caracterização do perfil sorológico do mesmo.


Por Denilson de Araújo e Silva

Graduando em Biomedicina pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI

Pós-Graduando em Microbiologia Clínica pelo Instituto GPI

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