Exames Pré-Transfusionais



Transfusões sanguíneas são procedimentos comuns em centros hospitalares de urgência, centros operatórios, unidades de pronto atendimento, dentro outros. Graças à disponibilidade de bolsas de sangue nos principais bancos de sangue de cada estado, várias vidas podem ser salvas diariamente. Entretanto, este processo transfusional não pode (e nem deve) ser feito sem alguns cuidados prévios essenciais, visando reduzir o risco de ocorrência de reações adversas indesejadas, como as reações hemolíticas transfusionais.


As reações hemolíticas transfusionais ocorrem após o contato do paciente com antígenos eritrocitários compatíveis com os anticorpos que seu corpo produz, causando reações adversas que incluem aglutinação e destruição de hemácias, causando uma reação no sistema hematológico que pode ser fatal. Elas também ocorrem quando o paciente foi previamente sensibilizado por algum antígeno, não possuindo anticorpos detectáveis no seu plasma no momento da realização das provas pré-transfusionais, como pode ocorrer em pacientes politransfundidos.


As reações podem ser de dois tipos: Imediatas, quando os efeitos surgem algumas horas após a transfusão sanguínea, ou tardias, quando os efeitos surgem após dias ou semanas. Elas podem ocorrer em ambiente intra ou extravascular, dependendo da ativação de mediadores e da ação dos anticorpos.


Buscando reduzir os riscos dessas reações, são realizados diversos testes antes do procedimento de transfusão, que permitem identificar, classificar e direcionar o perfil sanguíneo do receptor para a bolsa de sangue que receberá.


Os principais exames que compõem os testes pré-transfusionais são:

  • Tipagem ABO: É realizada tanto no receptor quanto no doador, através de provas diretas e indiretas, buscando identificar a classificação ABO exata de ambas as partes e identificar compatibilidade.

  • Tipagem Rh: Realizada também em ambas as partes, com a pesquisa do “D” fraco, para a correta identificação de antígen Rh.

  • Pesquisa de anticorpos irregulares: Através dos testes de Coombs direto e indireto, além da realização de Painel de Hemácias para a identificação fenotípica de antígenos eritrocitários.

  • Prova cruzada maior e menor: Realizada para testar a reação dos glóbulos do receptor em contato com o doador e vice-versa.


Por Denilson de Araújo e Silva

Graduando em Biomedicina pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI

Pós-Graduando em Microbiologia Clínica pelo Instituto GPI

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