O Poder da Autocompaixão

Escrito por Rocheline Williams

A autocompaixão vem sendo um dos tópicos mais estudados atualmente na psicologia. Estudos científicos nos mostram que a prática da autocompaixão chega a ser mais importante no desenvolvimento pessoal do que a autoestima (Kristin Neff, 2009). Além do mais, a autocompaixão é positivamente associada a sabedoria, otimismo e felicidade. Quer saber mais? Aprenda neste artigo sobre a definição, elementos, barreiras e os 6 passos para o cultivo da autocompaixão.


Definição

A autocompaixão envolve sensibilidade na experiência do sofrimento acompanhado do desejo de aliviá-lo. De acordo com Kristin Neff, que é autoridade no tópico, autocompaixão é simplesmente compaixão voltado para nós mesmos. Ao invés de nos julgarmos e criticarmos por inadequações ou deficiências, a autocompaixão nos ensina a sermos mais gentis e compreensivos, quando confrontados por falhas pessoais – Afinal, quem disse que devemos ser perfeitos?


3 Elementos

Formada por 3 elementos, a autocompaixão foca no desenvolvimento da bondade, humanismo e mindfulness, no qual os exploro de forma mais detalhada.


Bondade: Significa sermos gentis e cuidadosos conosco da mesma forma em que cuidamos do próximo. O objetivo é confortar o próprio sofrimento aliviando a dor.

Humanismo: O humanismo nos ensina a compreendermos a nossa própria experiência como parte da experiência humana comum. Reconhecermos que todos nós erramos, fracassamos e passamos por situações dolorosas na vida.

Mindfulness: É outro tópico que vem sendo vastamente estudado na psicologia atual e utilizado na terceira onda de terapias nos Estados Unidos. Seus estudos científicos comprovam que a prática de mindfulness afeta o funcionamento cerebral, apresentando benefícios a nossa saúde bem como influenciando positivamente o comportamento humano.


Mas afinal, o que significa? Nada mais é que nos mantermos no presente, no momento, prestando atenção nos pensamentos e comportamentos sem nos julgarmos. Podemos ainda entender por outra perspectiva. Por exemplo, o contrário de mindfulness é mindlessness. Pare para pensar nas últimas 24horas em que você não estava presente no momento. Assistindo televisão, rolando a tela do seu smartphone ou até mesmo se alimentando, tudo isso sem prestar atenção. O oposto desses comportamentos é ser ou estar mindful.


Mas por que praticar? Minfulness aumenta a nossa tolerância na aceitação de emoções. Aprendemos que emoções são transientes. O objetivo é a observação e aceitação.


Relevância

A autocompaixão é especialmente relevante quando não alcançamos nossos objetivos em situações específicas, quando pensamos que não somos bons o suficiente e também em situações dolorosas de vida em geral, como a que estamos passando atualmente, sendo ela global ou individual.


Através da prática de mindfulness e autocompaixão estamos atentos ao que está acontecendo no momento e relacionando nossa ação com a reação. A prática possibilita o entendimento de que erros, fracassos, desajustes pessoais e situações dolorosas são comuns.


Mas o que acontece quando não praticamos autocompaixão? Nós canalizamos e externalizamos a dor através de comportamentos inadequados, criando barreiras no autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.


Barreiras na Consciência da Dor

Quando ignoramos ou suprimimos a dor, criamos barreiras no autoconhecimento. A tendência a ignorar a dor é um fator humano, afinal ninguém quer experimentar a dor. Quando ignorada, emoções negativas podem se transformar em comportamentos disfuncionais e no desenvolvimento de estratégias ineficazes.


O comportamento de esquiva da dor pode resultar, por exemplo, no abuso de substâncias, compulsão alimentar e retraimento social.


Outro fator comum quando ignoramos e suprimimos a dor é o foco na resolução do problema, sem entender e aceitar a situação que o gerou. Mas como é possível tentar resolver o problema se sabemos qual é o problema e qual o tamanho da dor?


Benefícios e Efeitos Positivos

A prática da autocompaixão realça nossas qualidades pessoais, facilita o autoconhecimento, desenvolvimento da resiliência, além de melhorar nossos relacionamentos e a qualidade de vida! A autocompaixão também ajuda a nos sentirmos mais conectados e menos isolados, especialmente quando estamos passando por períodos de dor e sofrimento. Nos sentimos mais felizes, menos estressados, diminuímos a autocrítica, a ansiedade e até mesmo o perfeccionismo.


6 Passos para Cultivar Autocompaixão

– Pratique mindfulness

– Lembre-se do humanismo

– Aceite-se como ser humano

– Seja bondoso com você mesmo

– Pare e pense nas necessidades básicas se elas estão sendo supridas

– Procure um profissional


Barreiras no Desenvolvimento da Autocompaixão

A dor aumenta incialmente. Devemos entender que a situação é difícil e complicada, precisamos nos permitir e aceitarmos a situação como ela é. O processo requer paciência, devemos também nos permitir ser lentos no aprendizado, sendo conscientes de que cada indivíduo tem seu caminho próprio de exercitar a autocompaixão.


Por fim, poderemos nos sentir sobrecarregados, pensando em desistir ou voltar atrás, engajando em comportamentos reversos. O mais importante? Esteja consciente do processo e recomece. Quantas vezes for necessário.


Teste seu Nível de Autocompaixão


Estudos científicos nos mostram que a prática da autocompaixão chega a ser mais importante no desenvolvimento pessoal do que a autoestima. Além do mais, a autocompaixão é positivamente associada a sabedoria, otimismo e felicidade.

Quer saber seu nível? Faça o teste:






Fonte: rochelinewilliams.com

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