Sistema ABO: O que são os “Tipos Sanguíneos”?

O sangue é sem dúvidas um dos tecidos mais importantes do organismo humano, sendo essencial para a sobrevivência do organismo através do transporte de gases, nutrientes, macromoléculas e etc. As hemácias são os componentes sanguíneos responsável pelo transporte de gás oxigênio (O2) para dentro das células, fornecendo matéria-prima para a produção de energia, e gás carbônico (CO2) para fora do organismo, através dos alvéolos e pulmões. Quando se fala em Sistema ABO, fala-se em como o sangue, ou mais especificamente as hemácias, pode ser classificado baseado em diferentes proteínas de membrana que podem ou não estar presentes na superfície dessas células.



Descrito em 1900 pelo pesquisador Karl Landsteiner, o Sistema ABO classifica os grupos sanguíneos em diferentes tipos: A, B, AB e O. Isso significa dizer que as hemácias podem apresentar padrões semelhantes de proteínas de superfície, o que as inclui em determinados grupos de acordo com estes padrões. Hemácias que apresentem a proteína A são incluídas no grupo sanguíneo A, assim como as que apresentam proteínas B se enquadram no grupo sanguíneo B. Se possuírem ambas proteínas são inclusas no grupo AB, e caso não apresentem essas proteínas, representam o grupo O.


Esses grupos sanguíneos são determinados por 3 alelos diferentes que constituem o mesmo gene, logo, permitindo a ocorrência destas combinações, e consequentemente, 4 diferentes fenótipos, o que se conhece por grupos sanguíneos. Além da presença de proteínas de superfície nas hemácias, o Sistema ABO também indica a presença de aglutininas no plasma, anticorpos presentes no plasma que reagem com grupos sanguíneos (ou aglutinogênios) estranhos. Por exemplo: Um indivíduo pertencente ao grupo sanguíneo A possui na superfície de suas hemácias proteínas A, porém seu organismo produz aglutininas contra o tipo B. O contrário também ocorre, porém, indivíduos com os dois tipos de proteínas (AB) não produzem aglutininas A ou B, enquanto indivíduos do grupo O produzem aglutininas para A e B.


Daí a importância da tipagem sanguínea, e também, da doação de sangue. Conhecer o

próprio tipo sanguíneo pode ser necessário caso o indivíduo precise realizar uma transfusão sanguíneo. O conhecimento acerca do sistema ABO impede que indivíduos recebam bolsas de sangue de grupos que possam causar uma reação cruzada indesejada e com risco de vida para quem recebe.


Por outro lado, os bancos de sangue necessitam cada vez mais de doadores, pois infelizmente as reservas são escassas. Vale ressaltar que ninguém está livre de um dia precisar realizar uma transfusão sanguínea, por isso, a doação de sangue deve ser encorajada e incentivada dentro da população apta à doar.


Na dúvida, procure o hemocentro mais próximo da sua residência, realize sua tipagem sanguínea e, se possível, doe sangue. Além de ser um ato nobre e extremamente importante para a saúde pública, pode também salvar muitas vidas.


Por Denilson de Araújo e Silva

Graduando em Biomedicina pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI

Pós-Graduando em Microbiologia Clínica pelo Instituto GPI

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