Testes Rápidos no diagnóstico da COVID-19

Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus (SARS-CoV 2) muito se fala acerca das principais formas de proteção diferentes técnicas de diagnóstico da doença, como por exemplo os Testes Rápidos.


Mas afinal, o que são Testes Rápidos? Segundo o Ministério da Saúde, Testes Rápidos são metodologias diagnósticas cuja execução, leitura e interpretação de resultados podem ser realizadas dentro de um curto período de tempo, em média 30 minutos, sem a necessidade de uma estrutura laboratorial complexa.


Esses testes podem ser classificados como Diretos (quando o objetivo é a pesquisa de antígenos) e Indiretos (quando objetiva-se a pesquisa de anticorpos). Atualmente existem Testes Rápidos que utilizam os dois princípios.


Mas afinal, como funcionam estes testes? Testes Rápidos são considerados testes sorológicos, pois utilizam amostras de sangue total ou soro para a pesquisa de antígenos ou anticorpos. Antígenos são partículas virais ou metabólitos produzidos pelo processo de replicação de um agente patológico, enquanto os anticorpos são moléculas produzidas pelo organismo (imunoglobulinas), como uma forma de neutralizar agentes infecciosos, sendo importantes formas de defesa através da imunidade adquirida.


Enquanto os testes baseados na pesquisa de antígenos trabalham com alvos específicos, existem duas classes de anticorpos que podem ser identificadas em testes que utilizam de metodologias indiretas: IgM (principal imunoglobulina marcadora de fase aguda, sendo a primeira a ser produzida pelos linfócitos B) e IgG (principal imunoglobulina de memória imunológica, produzida pelos linfócitos B após o período de infecção e conferindo imunidade ativa e duradoura).


Os Testes Rápidos são realizados com o auxílio de pequenas estruturas plásticas conhecidas como cassetes, que contém em seu interior uma fita absorvente onde estão contidas o poço de inoculação da amostra (que pode ser sangue total ou soro) e as regiões onde há um reagente que, na presença de antígenos ou anticorpos específicos para a COVID-19, permitem a visualização de faixas coloridas, indicando positividade da reação. A primeira faixa colorida sempre deve estar presente durante a realização de um Teste Rápido, pois representa a faixa “Controle”, que garante a validade daquele exame.


A interpretação dos resultados obtidos através dos Testes Rápidos é de grande importância na compreensão do quadro clínico daquele paciente pesquisado. Com exceção da faixa “Controle”, que sempre deve estar presente após a realização do exame, a presença de faixas positivas nas regiões correspondentes ao antígeno ou às imunoglobulinas (IgG e IgM) possuem importância clínica na orientação do paciente para um melhor atendimento. Confira na imagem abaixo como são interpretados diferentes resultados de um Teste Rápido:

Testes Rápidos são metodologias confiáveis e muito importantes no processo de diagnóstico e rastreamento de casos de COVID-19. Um profissional qualificado é aquele que está sempre atualizado quanto às técnicas de diagnóstico e suas formas de interpretação. Se surgirem sintomas condizentes com a doença, e se você teve contato com alguém cuja infecção foi confirmada, procure uma unidade de saúde próxima de você e realize o Teste Rápido para a COVID-19. É simples e pode salvar vidas!

Por Denilson de Araújo e Silva

Graduando em Biomedicina pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI

Pós-Graduando em Microbiologia Clínica pelo Instituto GPI

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