Tudo o que você precisa saber sobre empreendedorismo na estética

Você sabia que o ramo da estética é uma das áreas que mais crescem? A Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos é sucesso em todas as estações do ano. Atualmente os brasileiros estão cada vez mais preocupados com a sua aparência e buscam tratamentos para ficar mais bonitos em clinicas de estética de todo o Brasil.


Manter a pele bem cuidada e uma boa apresentação visual se tornou algo imprescindível, tanto para o mercado de trabalho, quanto para a vida pessoal, mexendo com a autoestima das pessoas que necessitam se sentir mais bonitas para as mais variadas situações do seu dia a dia.


Empreendedorismo na estética é uma excelente oportunidade. Afinal, é um mercado cheio de vantagens, como a possibilidade de fidelizar os clientes, oferecer uma mescla de serviços e produtos, além de ter uma alta demanda tanto do público masculino, como do feminino.

Contudo, também é um setor que tem seus desafios. Sendo assim, se torna essencial conhecê-los, de modo a planejar melhor as ações e potencializar as chances de sucesso. E é isso que este post vai mostrar. Entenda alguns dos principais desafios do empreendedorismo na estética.


Para falar deste tema, convidamos para a nossa série de bate-papos o professor Luciano Caricol, consultor de empresas, coordenador e professor universitário com mais de 20 anos de experiência. Formado em Ciências Econômicas, pós-graduação em administração de marketing e finanças e mestrado na área de administração em planejamento e estratégia empresarial, ele deu altas dicas para quem deseja empreender no segmento da estética. Confere aí!

Dr. Luciano Caricol professor da Pós-Graduação em Saúde Estética do Instituto GPI.

EMPREENDER É FÁCIL OU DIFÍCIL?


Não acho que seja difícil. Com planejamento, a coisa fica fácil de desempenhar. Basta ter um bom planejamento e pesquisa de mercado e ver a estrutura que você quer ter.


QUE TIPOS DE CONHECIMENTOS SÃO NECESSÁRIOS PARA QUEM DESEJA EMPREENDER?


Para obter sucesso ao empreender, é necessário conhecer sobre custos, marketing, conhecimento na parte jurídica e muitos outros. Não somente para o segmento da estética, mas para todos. Entrar sem ter conhecimento, sem embasamento, não haverá sucesso.


Certa vez perguntei a uma aluna do segmento de estética como ela havia chegado ao preço de 90 reais de um procedimento dela. Ela respondeu que a concorrência cobrava entre 80 e 100, então ela decidiu colocar o preço e ela não sabia nem a margem de lucro.


A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO, COMO ASSEGURA O DITADO POPULAR?


Com toda a certeza. A pessoa tem que se mostrar no mercado, ela deve aparecer e mostrar para o mundo que ela existe e oferece aquele serviço. O ser humano compra ovo de galinha porque a galinha canta ao colocar o ovo. Ela chama a atenção, ela faz propaganda quando “bota”o ovo.



COMO DEVEM SER AS ESTRATÉGIAS DE VENDA HOJE EM DIA?


Focar no cliente e não mais no produto. Vai ganhar o cliente quem se antecipar e pensar no cliente. Muitas vezes, nem o cliente sabe a necessidade dele. A pessoa tem que se antecipar e tratar o cliente como um rei que terá o poder de decisão.


NA ÁREA DA ESTÉTICA, O TRATO COM O CLIENTE É FUNDAMENTAL, CERTO? PROPORCIONAR O BEM-ESTAR DO CLIENTE É IMPRESCINDÍVEL. VOCÊ CONCORDA?


Totalmente. Eu tenho visto que as pessoas que atuam na estética estão fazendo atendimento nas casas, até por conta da pandemia. Além de a fazerem procedimentos nas casas, elas acabaram ampliando o lado afetivo e começaram a, inclusive, ter momentos de conversas com idosos, que geralmente são as pessoas que estão em casa mesmo desde o início da pandemia. É uma série de outros serviços, mas o profissional dá atenção ao idoso, por exemplo e acaba cobrando por esses outros serviços também.


QUANTO MAIS SERVIÇOS E DIFERENCIAIS O PROFISSIONAL OFERECER, ELE PODERÁ COBRAR MAIS, PROCEDE?


Sim, totalmente. Todos nós gostamos de ser bem tratados e pagamos por cada serviço e cada diferencial que eles apresentam. O ser humano ama “frescura” e se ele for tratado com essa “frescura” ele vai gostar e voltará ao estabelecimento de estética.


VOCÊ RECOMENDA QUE OS PROFISSIONAIS DA ESTÉTICA ESCOLHAM NICHOS ESPECÍFICOS PARA O SEU NEGÓCIO?


Acredito que o empreendedor na estética deve antes analisar o que o público quer. Você vai trabalhar com homens, idosos, mulheres, jovens ou meia idade? Você precisa ver a necessidade do mercado. É importante ter um vasto conhecimento.


Hoje, o que acontece muito é: as pessoas se associarem, em parcerias, em um só estabelecimento, compartilhando o ambiente e a secretária, por exemplo. Assim, cada um trabalha o seu nicho, em parcerias com outros profissionais e todos saem ganhando.


ISSO AMPLIA DEMAIS O NETWORKING DO PROFISSIONAL, NÃO É MESMO?


Muito. Todos ganham com essa troca de experiências e o maior beneficiado de tudo isso é o cliente. Você poderá atender melhor a esse cliente, o que é o mais importante de tudo. Vejo muito por aí as pessoas causando momentos trágicos aos clientes, quando, na verdade, deveriam proporcionar momentos mágicos e experiências incríveis.


AGRADAR E MIMAR O CLIENTE É UMA BOA ESTRATÉGIA?


Muito importante. Agradar o cliente não somente no dia do seu aniversário. Assim como um marido deve presentear sua esposa não somente no dia do aniversário, ele deve surpreendê-la, sair do convencional. Com os clientes, da mesma forma. Devemos tratar bem, surpreendê-los e entregar mais do que prometemos.


Para ter todos esses conhecimentos, uma capacitação continuada se faz necessária, certo?

Sim, não temos mais duas mãos na estrada do profissionalismo. É apenas uma via e daqui em diante esse aprendizado deve ser contínuo para oferecer um bom trabalho. Somente um curso de graduação já não é mais suficiente. Quanto mais especialista você for, melhor você poderá atender o seu cliente. Não há mais lugar para gente tímida, sem conhecimento, sem formação. Temos que ter profissionais cada vez mais especializados no mercado.


No vídeo abaixo, assista a entrevista na íntegra sobre "Tudo o que você precisa saber sobre empreendedorismo na estética" Por Nehemias Lima - Jornalista.